SCIERELI · QUANTUM
Prontidão quântica, não futurologia.
O computador quântico que quebra a criptografia atual ainda não existe — mas o dado de saúde interceptado hoje ainda vai existir quando ele chegar. Trabalhamos o que já é acionável: criptografia pós-quântica, cripto-agilidade e os pipelines híbridos onde a IA faz o trabalho pesado.
O PROBLEMA
"Colher agora, decifrar depois" — e o dado de saúde é o pior caso possível.
Um prontuário gravado hoje ainda precisa de sigilo em 2050; um genoma identifica parentes que nunca consentiram, para sempre. O NIST publicou os padrões pós-quânticos (FIPS 203, 204 e 205) em 2024 e recomendou a depreciação dos algoritmos vulneráveis até 2030, com migração completa até 2035.
No Brasil, isso deixou de ser tema estrangeiro: a Instrução Normativa ITI nº 35, de janeiro de 2026, incorporou os algoritmos ML-DSA e ML-KEM à ICP-Brasil — a mesma infraestrutura que assina laudos, prescrições digitais e carimbos de tempo. E dispositivos médicos implantáveis, com 5 a 15 anos de vida útil e chaves gravadas em firmware, atravessam todos esses marcos.
O QUE É REAL — E O QUE AINDA NÃO É
Nos pipelines que funcionam, a IA faz o trabalho pesado.
A fronteira real de 2024–2026 não é "IA quântica que diagnostica": é a IA clássica tornando o hardware quântico utilizável — decodificando erros, otimizando circuitos, preparando e corrigindo o dado nas duas pontas do pipeline.
Química e fármacos — real
Simulação de estrutura molecular é onde os consórcios sérios (hospitais de pesquisa e farmacêuticas junto a fabricantes de hardware quântico) concentram esforço — caracterização de moléculas, não diagnóstico.
IA como motor do quantum — real
Decodificação de erros por redes neurais e otimização de circuitos por aprendizado por reforço são o que torna o hardware atual utilizável. Quem faz quantum hoje faz machine learning.
IA quântica clínica — ainda não
Classificadores quânticos para imagem médica só performam em simulação; não há validação clínica no mundo real. Não vendemos isso — e desconfie de quem vende.
A LINHA DO TEMPO DO RISCO
A migração pós-quântica é um projeto de anos — por isso começa agora.
Este tema também é uma oferta da frente de segurança:prontidão pós-quântica na Sciereli Cybersecurity. O fundamento técnico completo está no blog:Colher agora, decifrar depois.
OFERTAS
O que dá para contratar hoje — e entregar de verdade.
Inventário criptográfico
O mapa do que a sua criptografia protege hoje — pré-requisito de qualquer migração, e quase ninguém tem.
- Levantamento de onde RSA/ECC estão em uso: TLS, VPN, assinaturas, tokens, cifra em repouso
- Inclusão de dispositivos, integrações e fornecedores no mapa
- Base viva para decisão de migração — não um PDF que envelhece
Instituições que precisam saber o tamanho do problema antes de orçá-lo.
Exposição por longevidade do dado
Priorização pela pergunta certa: quanto tempo este dado ainda precisa de sigilo?
- Classificação do dado por vida útil de sigilo (genômico e psiquiátrico no topo)
- Avaliação de exposição ao "colher agora, decifrar depois"
- Ordem de migração por risco real, não por inventário cego
Quem guarda dado que ainda precisa de confidencialidade em 2040 — ou seja, qualquer operação de saúde.
Roadmap de migração pós-quântica
Cronograma alinhado aos padrões NIST (FIPS 203/204/205) e à incorporação deles à ICP-Brasil.
- Roteiro por fase, com modo híbrido (clássico + pós-quântico) como transição
- Cripto-agilidade: trocar algoritmo sem reescrever o sistema
- Due diligence de fornecedores: qual o roadmap pós-quântico do seu PACS, HIS e nuvem
Instituições que assinam laudo, prescrição ou integram a RNDS — a ICP-Brasil já normatizou os algoritmos pós-quânticos.
Prova de conceito de cripto-agilidade
TLS híbrido e aleatoriedade de qualidade num serviço real — barato, demonstrável, sem apostar a operação.
- TLS híbrido (curva clássica + ML-KEM) num serviço não crítico
- Medição de impacto real de desempenho no seu ambiente
- Endurecimento da geração de chaves e tokens
Times técnicos que preferem validar no próprio ambiente antes de planejar a migração inteira.
A PONTE COM O ECOSSISTEMA BRASILEIRO
O Brasil já tem infraestrutura quântica de pesquisa — a saúde ainda não chegou nela.
Centros de competência em tecnologias quânticas, o maior simulador quântico da América Latina e os primeiros computadores quânticos operacionais da região estão nascendo no país. Não operamos esse hardware — fazemos a ponte: traduzir um problema real de saúde num experimento que essa infraestrutura consegue rodar, e traduzir o resultado de volta em decisão.
PERGUNTAS FREQUENTES
Antes de escrever, leia isso.
Preciso me preocupar com isso já?
Sim — mas pelo motivo certo. Não é a data de chegada do computador quântico (ninguém a conhece): é que dado interceptado hoje pode ser decifrado depois, e a ICP-Brasil já incorporou os algoritmos pós-quânticos ao seu arcabouço. Migração criptográfica leva anos; quem começa pelo inventário começa barato.
E distribuição quântica de chaves (QKD)?
Para a quase totalidade das operações de saúde brasileiras, não é proporcional: exige enlace dedicado, custa caro e não substitui a criptografia pós-quântica. Se alguém tentar te vender QKD antes de um inventário criptográfico, essa é a nossa segunda opinião de graça.
Vocês operam computador quântico?
Não — e não fingimos que sim. O nosso trabalho é a camada que já é acionável: criptografia, arquitetura e dados. Para experimentos em hardware real existem os centros de pesquisa; podemos ser a ponte entre eles e o seu problema de saúde.
Como começamos?
Escreva para contato@sciereli.com.br — a primeira conversa é um diagnóstico do que a sua criptografia protege hoje, sem compromisso.
Quer saber o que a sua criptografia não aguenta até 2030?
Escreva para contato@sciereli.com.br